quinta-feira, 29 de março de 2012

Do diário que não tenho

Caderno meu, que em mim te transformas
Folha és, minha pela que sente
Denuncias-me 
Em cada palavra
Silêncios ditos no virar das folhas
És vida que de água não precisa
A vida te dou eu
Na minha que guardas
Espelho das noites que encerro
E dos dias que em mim nascem

Guarda-me
Recorda-me 
Dá-me a ler
Um dia quem sabe

Agora...
Fecho-te
Sossego
Adormeço-me

Carla

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